domingo, 20 de maio de 2012

BULLYING em Brasilia nossos agradecimentos

Shalom!
A Cia Atores de Mar' agradece as Instituições de Ensino que foram assistir BULLYING. Deram uma demostração de compromisso com a educação na luta de tirar Brasilia como a número 1 em bullying no país (dados IBGE 2010).

bullying - em brasilia projeto escola em maio de 2012 (23).jpg
alunos na concentração para assistirem BULLYING

Quando tudo parecia perdido, sem podermos trabalhar por causa de uma greve do Sindicato da CAESB na primeira semana, fomos com força total para o Teatro do Clube do Exército, na segunda semana - 11 apresentações em 4 dias, atendendo 76 Instituições de Ensino, com 5.231 alunos e professores assistindo (média de 476 por espetáculo). Deixamos de atender, por causa da greve do Sindicato na CAESB, 43 Instituições de Ensino. Pela greve de 58 dias das Escolas Públicas da capital os alunos ficaram sem poder assistir.

bullying - em brasilia projeto escola em maio de 2012 (191).jpg
os atores Patrick Moraes, Junior Beéfierri, Thaissa Castellani
e Andressa Nunes cantando "O BULLYING É DO MAL"
O sucesso foi tão grande que retornaremos no segundo semestre - faça já a sua reserva!

Em breve postaremos vídeos de depoimentos dos educadores, mas as fotos você pode ver algumas das que tiramos no https://www.facebook.com/media/set/?set=a.295288077211773.67554.147835195290396&type=3

AGRADECEMOS MUITO AOS PRODUTORES DE BRASÍLIA NÍVIO e MARA, que trabalharam incansadamente para ter este ótimo resultado.

bullying - em brasilia projeto escola em maio de 2012
(124).jpg
em cena os atores Patrick Moraes, Junior Beéfierri,
Thaissa Castellani e Andressa Nunes



Algumas das PAUTAS já programadas, o restante veja no nosso site;

JUNHO - Colatina/ES, Santa Tereza/ES e Ibatiba/ES
JULHO - Salvador/BA, Palmas/TO e Belém/PA
AGOSTO - São José do Rio Preto/SP e Rio de Janeiro/RJ
SETEMBRO - Ibirité/MG e Santa Maria Madalena/RJ
OUTUBRO - Goiania/GO, Anápolis/GO, Nerópolis/GO e Miguel Pereira/RJ
NOVEMBRO - São Paulo/SP e Volta Redonda/RJ


Assessoria de Comunicação
da Cia Atores de Mar'

sábado, 19 de maio de 2012

Polícia investiga caso de 'bullying' em Itaboraí

Familiares de um menino de 8 anos acusam colegas de uma escola municipal, em Marambaia, Itaboraí, de bullying (violência física e psicológica) e abuso sexual. O caso está sendo investigado por policiais da 71ª DP (Itaboraí).

De acordo com a denúncia, o menino, que cursa o terceiro ano do ensino fundamental, é vítima de bullying desde que entrou na escola, onde teve biscoitos, lápis e um apontador roubado, além de ter sido abusado sexualmente por três colegas, na semana passada.

Ontem, no entanto, funcionários da escola negaram que tenha ocorrido agressão e abuso sexual em sala de aula contra o estudante, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Itaboraí.

Em nota à imprensa, a secretaria informou ter encaminhado uma comissão composta por uma equipe multiprofissional (psicólogo, pedagogo, advogado e assistente social) ao Ciep para apuração dos fatos.


Ainda de acordo com secretaria, o período em que o professor se ausentou da sala de aula também não foi suficiente para que o suposto fato ocorresse. Além disso, em abordagem psicológica à turma, os alunos negaram a versão da família do menor.


Projeto
- A secretaria informou ainda que a escola desenvolve um projeto de enfrentamento ao bullying, conforme Lei Municipal em vigência e está à disposição da família para prestar toda assistência psicológica, se for necessária.

Fonte: O São Gonçalo

Rapper 50 Cent lança livro sobre as agressões nas escolas dos EUA

O ex-traficante baleado em 2000 com nove tiros, que hoje é um dos artistas mais bem-sucedidos do mundo, tomou o caminho oposto de suas músicas



Foto: Divulgação
Artista agora quer dar uma de bom moço
 

Doris Mirandadoris.miranda@redebahia.com.br

Conhecido por posturas, digamos, um tanto incisivas demais, o rapper americano 50 Cent, 36 anos, quem diria, agora quer dar uma de bom moço. Sua ideia, creia, é ajudar a garotada que sofre de bullying nas escolas americanas. Será que, com essa cara de poucos amigos, convence os adolescentes? Bom, a atenção da galera ele tem...

O ex-traficante baleado em 2000 com nove tiros, que hoje é um dos artistas mais bem-sucedidos do mundo, tomou o caminho oposto de suas músicas violentas e escreveu, em parceria com a jornalista Laura Moser, um livro sobre o assunto, o curioso Playground - A História Quase Real de um Ex-Bully (Prumo/R$ 34/ 29 páginas).

A trama, narrada a partir dos atos de bully que 50 Cent cometeu na adolescência, segue Butterball, um garoto gordinho de 13 anos que sofre maltratos diários porque não se enquadra no visual padrão. Um dia, Butterball reage... E das duas uma: ou aceita terapia ou é expulso da escola.

“Tentei explicar que pessoas que agem assim lidam com suas emoções de forma errada. Você sabe como a obesidade se tornou comum para os jovens e o bullying não é só agressão física. Pode ser algo que uma pessoa diz e machuca alguém”, explica o astro que já vendeu 28 milhões de álbuns.

Positivo A ideia do livro nasceu de uma conversa que 50 Cent teve com o filho adolescente sobre os casos de bullying que estavam ocorrendo na escola do garoto. Foi o bastante para uma viagem no tempo: ele lembrou de quem tinha sido nas quadras de basquete do Queens. Na volta, tomou a decisão que iria resultar neste livro.

“Viver no limite me ensinou muito, como o fato que ser mentalmente forte irá levá-lo adiante na vida. Mas, ser um bully não levará a lugar algum. Algumas crianças só descobrem isso quando é tarde demais”, analisa o rapper, que se apresentou em Salvador em 2010. “Agora que tenho um filho adolescente, meu objetivo é ter uma influência positiva para ele”, completa. Não é o primeiro livro do artista. 50 Cent já lançou uma autobiografia, Do Lixo ao Luxo (2005), e outro livro, A 50ª Lei, em parceria com Robert Greene,  sobre como conquistou o sucesso.


Fonte: Correio da Bahia

Corumbá tem mais de 30 casos de violência infanto-juvenil em 2012

A rede de enfrentamento à exploração e abuso sexual infanto-juvenil de Corumbá, que tem como um de seus principais pilares o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), registrou mais de 30 casos de violência a crianças e adolescentes na cidade em 2012. Os números são de situações que chegaram ao conhecimento do CREAS somente entre os meses de janeiro e abril deste ano.

Pelas estatísticas do Centro de Referência, o primeiro quadrimestre do ano registrou exatos 33 casos de violência contra crianças e adolescentes. Foram 12 registros de abuso sexual; 11 de violência física; 3 de violência psicológica; 3 negligências; 2 situações de bullying; 1 caso de exploração sexual e 1 de discriminação racial.

Fonte: Correio do Estado

Cartilha "OAB vai à Escola" será lançada na próxima semana

Fonte: Da redação

A Cartilha da Comissão OAB/MS vai à Escola, que servirá como material de apoio para professores e alunos de Mato Grosso do Sul, será lançada às 8h da próxima terça-feira (22), na sede da OAB/MS, em Campo Grande.

Distribuída nas escolas públicas, nos alfabetos latino e Braile, a cartilha trata de diversos temas ligados às crianças e adolescentes, como bullying, trabalho infantil e outros. "É fruto de muito trabalho e dedicação de advogados da Comissão e voluntários", ressaltou Eugênia Portela de Siqueira Marques, presidente da Comissão OAB/MS vai à Escola.

Fonte: A Crítica de Campo Grande - MT

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Adolescente vítima de bullying é apreendido acusado de tentar matar irmão mais velho

Levi de Freitas

Um adolescente de 14 anos foi apreendido na noite da última terça-feira (15) em Juazeiro do Norte, no Cariri Cearense, acusado de tentar matar seu irmão, de 16 anos. O motivo do crime seria que o irmão mais velho estaria lhe aplicando apelidos e o atormentando com provocações.

F.A.P.L., de 14 anos, feriu seu irmão J.W.P.L., de 16, com uma faca de cozinha. A vítima foi encaminhada ao Hospital Regional do Cariri com ferimentos por todo o corpo. O crime ocorreu às 20h de terça-feira. O irmão mais jovem confessou a autoria do crime, e informou aos policiais que fora vítima de bullying durante todo o dia, por isso motivou-se a atentar contra a vida do irmão mais velho.

O adolescente agressor e a arma utilizada no crime foram encaminhados à 20ª Delegacia Regional da Polícia Civil.

Fonte: Diário do Nordeste

Escola ameaça expulsar alunos com Facebook

A diretora de uma escola situada em Queensland, na Austrália, ameaçou expulsar os alunos, com menos de 13 anos, que possuam uma conta na rede social Facebook. 

Leonie Hultgren, diretora da escola do Estado de Harlaxton, escreveu uma carta aos pais a expressar as suas preocupações relativamente aos alunos e à maneira como estes têm usado as redes sociais.

A diretora alertou os pais para os possíveis perigos da utilização imprópria do Facebook, numa tentativa de parar a vaga de "cyber bullying" que acredita estar a acontecer dentro e fora da instituição.

"Tem havido um tráfego considerável nas contas dos alunos no Facebook. Na maioria dos casos, as publicações têm denegrido a imagem de outros alunos tal como o nome da escola e dos seus colaboradores", explicou Leonie Hultgren, ao jornal britânico "The Telegraph".

Na carta que redigiu, a diretora apelou aos encarregados de educação a denunciarem, no Facebook, os filhos como sendo menores de idade e a cancelarem as suas contas.

Leonie Hultgren baseou-se nos termos e condições da rede social, que exigem que os utilizadores tenham mais de 13 anos para poderem criar uma conta. A diretora assegura que os alunos têm mentido para poderem fazê-lo.

"Passámos os últimos cinco anos a ensinar aos nossos alunos tudo sobre o respeito e as relacionamentos. O facto de terem mentido na idade para acederem ao Facebook pode parecer insignificante mas, até que ponto isto pode chegar?", questionou a diretora aos pais.

"Quem tem conta no Facebook não pode estudar nesta escola", frisou ainda, lançando a ameaça.

Um advogado conhecedor do caso acredita que "o controlo sobre os alunos é compreensível uma vez que o que tem vindo a ser dito online pode prejudicar a escola". No entanto, não sabe se a intervenção da diretora estará a ser a mais correta.

Os responsáveis pelo sistema de educação de Harlaxton apoiam a decisão da administração da escola. "A direção deve disciplinar os alunos que usaram a tecnologia de forma errada. Não interessa se foi antes, durante ou depois do horário escolar", reforçaram. 

Fonte: Jornal de Notícias

Aluna sofre bullying após castigo de professora

Mãe acusa escola municipal de Taubaté de ser omissa e afiram que pretende processar responsáveis  

Michelle Mendes/Agência BOM DIA
redacao@bomdiataubate.com.br

 
"Mãe luta pelo filho enquanto tiver forças e é isso que vou fazer pela minha filha". As palavras são da dona de casa Lisandra Moreira de Jezus, 34 anos, mãe da jovem de 14 anos que teve que pagar castigo físico por ter ido à escola após o feriado de 1º de maio, em Taubaté.

A mãe acusa a escola de omissão, diz que a filha está sofrendo com a gozação dos colegas e, por esses motivos, pretende processar os responsáveis na Justiça.

O problema ocorreu um dia após o feriado, poucos estudantes foram à Escola Municipal  Professor Ernani Giannico, na Vila Olimpia. Na turma do 9º ano, apenas a jovem J.G.M.J, de 14 anos, e mais uma amiga ficaram para a aula de português.

CASTIGO
A estudante conta que a professora, irritada, chamou as duas de 'trouxas' e ordenou que fizessem 20 flexões, 20 abdominais, 20 pulinhos de galos (pequenos saltos com as pernas flexionadas) e 40 polichinelos. "Ela falou assim: 'Isso é para vocês largarem mão de ser 'trouxas' de virem na escola no feriado. Se alguém vier nos próximos feriados eu vou começar a dar falta'”, conta a estudante.

A menina relata que a professora tentou piorar ainda mais o castigo. “Primeiro ela pediu pra gente tirar a blusa e depois falou duas vezes que era para fazer os exercícios físicos. Para ficar mais difícil, ela ainda segurou a minha perna", disse.

A amiga de J. e sua mãe não quiseram falar sobre o assunto como BOM DIA.

Boa aluna
O boletim escolar de J. mostra que  ela é uma boa aluna. Além das notas estarem acima da média, a jovem se prepara para fazer a prova do Colégio Embraer, de São José, e sonha em ser médica.

Porém agora está com medo e vergonha de continuar frequentando as aulas. "Na hora que a professora mandou a gente pagar castigo eu me senti muito humilhada. 
Ainda me sinto, é difícil levantar todos os dias e ter que ir para escola, sempre quando passo por alguém, vejo gente cochichando e tirando sarro de mim", disse.

E o pior é que ela passou a ser  vítima de bullying. “Os alunos da 7ª série chegaram a me chamar de 'cadelinha' por causa de um exercício que tive que fazer. Estou sendo humilhada. Os funcionários sabem, mas não fazem nada para me ajudar", disse a jovem.

Os pais já encaminharam uma queixa formal à  escola e à Diretoria de Ensino e Cultura.

A mãe chegou a gravar uma conversa com a professora. "Está tudo gravado, ela confessou que mandou as meninas fazerem os exercícios e ainda disse que o que estava falando não era grave.”

Professora pediu licença médica após denúncia O secretário de Educação de Taubaté, Carlos Roberto Rodrigues, disse que na mesma semana do ocorrido, a professora tirou licença médica de 20 dias. Após esse prazo, ela será oficialmente afastada. 

"Vamos investigar o motivo de uma professora de português aplicar 'castigo' e obrigar a exercer atividades designadas a professores de educação física. Ela deveria estar na sala. Vamos ouvir as alunas, a professora e outros funcionários para saber o que realmente aconteceu", disse o secretário.

Uma sindicância foi aberta para apurar o caso. Em um mês, se comprovado o erro da professora de português, ela poderá ser advertida ou sofrer punições como suspensão ou demissão. "Não há explicação lógica, uma atitude pedagógica que 
justifique um ato desse", disse Rodrigues.

A professora não foi localizada para comentar o caso.
 
Fonte: Diário de São Paulo

Especialistas ensinam como se defender do "bullying corporativo"

Julia Viana
do Click Carreira


Humilhar, abater e desmotivar – ações que normalmente não associamos ao mercado de trabalho acontecem todos os dias nas empresas. Os nomes são muitos - assédio moral, mobbing ou bullying – mas a degradação causada é a mesma.

Os motivos que levam a essas situações são vários. Inacreditavelmente, ainda há empresas que acreditam que podem se beneficiar do assédio de um gestor, por exemplo, e acabam sendo permissivas com casos em que o chefe pressiona a equipe exageradamente para aumentar a produtividade. “No longo prazo, no entanto, o assédio nunca traz benefícios”, explica Aghata Alves, gerente de treinamento, desenvolvimento e qualidade de vida da Aon Consultoria. “Com o tempo, a produtividade de quem sofre o bullying cai. A pessoa pode até adoecer.”

Quem pode ajudar  - Definir bullying ou assédio moral não é fácil. Como explica Agatha, o limite de uma brincadeira ou uma chamada de atenção é muito individual. “A humilhação está no limite do outro. Cada um tem um conjunto de crenças e valores, então é uma questão delicada”, explica.

Segundo Andréia Garbin, chefe da divisão de saúde do trabalhador e meio ambiente da prefeitura de São Bernardo do Campo, quem sofre não deve conversar diretamente com quem pratica o bullying. A orientação é para que a pessoa procure setores na empresa que possam ajudar, como o RH ou áreas médicas. “O RH é onde a vida do funcionário é organizada e funciona como um setor de mediação, com acesso a todos os setores”, explica. Segundo ela, lá existe condição de programar ações para minimizar conflitos. “Em alguns casos, a pessoa fica tão frágil que chega a adoecer. Aí é bom que se dirija a um médico.”
 
Andreia lembra um caso em que um funcionário estava se sentindo ameaçado pelo gestor: “Houve um momento em que ele cansou e foi falar com o diretor da empresa”, conta. “O diretor, por sua vez, veio pedir ajuda ao RH”. Juntos analisaram o episódio para solucionar o problema.
 
Ela ressalta ainda que, mesmo quando as pessoas tentam solucionar o problema do assédio e não ficam passivas, existe uma barreira para lidar com o assunto: “Muitas empresas não dão atenção às queixas. Como o tema está em alta, muitas vezes ele acaba sendo banalizado.”

Quando há dificuldade de falar sobre a violência dentro da empresa, pode ser o caso de buscar ajuda externa. “As queixas também são acolhidas nos sindicatos, no Ministério do Trabalho, no Ministério Público (na área da saúde)”, informa Andréia.

Fonte: 24 Horas News

Projeto auxilia na diminuição da violência nas escolas de MS

Depoimentos de professores e alunos confirmam o sucesso do Projeto Tosco em Ação

Aos 15 anos de idade, a estudante A.F, de uma escola estadual de Dourados, já passou por várias experiências infelizes. Ao invés de curtir seus ídolos, compartilhar suas primeiras emoções com as amigas, ela decidiu ir para outro lado: o caminho das drogas e da rebeldia. “Droga é uma felicidade passageira, depois que passa o efeito você volta a ser nada. É muito triste. Não existem limites e a gente nem percebe”, concluiu a menor.

Palestra são realizadas na E E Profª Dóris Mendes Trindade, em Aquidauana, em parceria com PM - Divulgação
Palestra são realizadas na E E Profª Dóris Mendes Trindade, em Aquidauana, em parceria com PM - Divulgação

Esta é a triste realidade de muitos jovens nesta faixa etária. Além das drogas, o problema da agressividade acaba servindo como escudo para se defenderem do que não conseguem explicar. Afinal, os jovens pensam que sabem tudo. A verdade é que a violência vem sendo uma constante nas escolas em todo o mundo. Apesar de ser um tema antigo, somente nos últimos anos vem se popularizando sob o conceito de bullying – palavra inglesa que significa intimidar e atormentar.
Mesmo não tendo números oficiais, a prática de atormentar os colegas envolve 45% dos estudantes brasileiros, segundo estimativa do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar (Cemeobes), com sede em Brasília. Vale ressaltar que este índice está acima da média mundial, que varia entre 6% e 40%.

Contra o bullying, as escolas investem em estratégias de prevenção. Em Mato Grosso do Sul um livro vem servindo como base para esta mudança de comportamento e já está sendo aplicado em várias escolas brasileiras, é o livro “Tosco”, escrito pelo psicólogo Gilberto Mattje e publicado pela Editora Alvorada.

Entenda o projeto – Estima-se que desde seu lançamento, em 2009, o “Projeto Tosco em Ação: Prevenindo a Violência na Escola”, já tenha alcançado mais de 200 mil pessoas entre professores e alunos envolvidos diretamente com as atividades. Nestes quatro anos, o projeto conseguiu abranger as escolas da rede municipal de Campo Grande, todas as Unidades Socioeducativas de Internação e Semiliberdade de MS, e aproximadamente 340 escolas da rede pública estadual, envolvendo seus 79 municípios.

Os professores que já estão trabalhando com o projeto são unânimes em afirmar que se trata de uma evolução na educação. Além do estímulo à leitura, o que os surpreende é o interesse provocado pelo livro e a identificação imediata. “O livro tem influenciado de tal forma os alunos que muitos nos procuram para confidenciar suas histórias, pois em algum momento se identificaram com os personagens do livro ou até mesmo com o protagonista. Colher os frutos positivos desta leitura é muito gratificante”, contou a professora Marta Arantes, da Escola Bom Jesus de Três Lagoas.

O mesmo resultado vem sendo experimentado na Escola Lígia, de Rio Brilhante. “Temos em nossa escola um aluno que após a leitura do Tosco passou a ter outro comportamento, agora positivo. A melhor parte é que agora ele é um aluno que está “antenado” com vários assuntos. Resultado: tirou dez em Língua Portuguesa, bem diferente da média seis que vinha apresentando. O livro está ensinando aos jovens que não se achavam importantes socialmente, a darem a volta por cima”, reforçou a Coordenadora do Projeto Tosco na Escola Lígia, Gelci Ribeiro.

Para cada escola trabalhada, uma história de vida revelada. “Considero o Livro Tosco um fenômeno que tem capacidade de mudar o ponto de vista, a maneira de agir, maneira de pensar, e principalmente, o modo de interagir com as pessoas que nos cercam. O livro é a chave do cadeado que permite a reflexão e dá oportunidade para agirmos e tomarmos a melhor decisão”, confessou a estudante Thayanni Arzamendia Cáceres, da Escola Estadua Prof° Geni Marques Magalhaes, de Ponta Porã.

O suporte vem sendo o grande diferencial deste projeto. Além do livro foi elaborado e distribuído material de apoio aos professores para subsidiar as práticas educativas. Isso sem mencionar a capacitação, que na Rede Estadual de ensino foi realizada no início do ano, com cerca de 350 coordenadores de área de Língua Portuguesa das escolas estaduais de MS. Vale lembrar que cada escola que participa do projeto tem um acompanhamento e assessoria contínua durante a aplicação e o desenvolvimento do projeto por meio de reuniões e fóruns online com o apoio da Editora Alvorada.

Como em Mato Grosso do Sul não existe pesquisa com tamanha abrangência sobre o contexto da violência nas escolas, ainda como parte do “Projeto Tosco em Ação”, foi desenvolvido um questionário para coleta de dados. Segundo a coordenadora do núcleo de pesquisa da Editora Alvorada, Fernanda Pimentel F. de Miranda, as informações obtidas com esta pesquisa será a maior amostra no Estado e no País. “Queremos compreender a ótica dos professores e alunos sobre este fenômeno dentro e fora das escolas. Este trabalho é pioneiro no Brasil”, afirmou Fernanda Miranda.

O trabalho de pesquisa conta com os esforços do Núcleo de Pesquisa e Núcleo de Projetos Educacionais da Editora Alvorada e Programa Escola de Conselhos – PREAE/UFMS, e está organizada em duas etapas: a primeira é para ampliar a compreensão do contexto de violência presente na escola e em seus arredores, construindo indicadores que possam subsidiar novas formas de intervenção sobre essa problemática. Já a segunda parte, consiste em avaliar o aproveitamento do projeto nas escolas onde foi utilizado, no intuito de identificar seus impactos, alcances e limites para lidar com a violência no contexto escolar.

A coleta dos dados é feita pela internet. Os questionários são acessados e respondidos online pelos professores e alunos que participam do Projeto. A estimativa é que pelo menos 140 mil pessoas estejam envolvidas diretamente com a pesquisa. As respostas já estão chegando das escolas participantes.

Além de tudo isso, o projeto trabalha principalmente nas redes sociais. Para tanto, dispõe de um fanpage com quase cinco mil participantes: www.facebook.com.br/livrotosco, blog e homepage do livro “Tosco”, onde é possível compartilhar dados como: vídeos, fotos e textos. “A possibilidade de conhecer novos profissionais e expandir os horizontes é extremamente positivo. Acredito que não teríamos essa oportunidade sem o uso dessa ferramenta tecnológica”, avalia o professor Paulo José dos Santos, de Campo Grande.

Fonte: Jornal Agora MS